Reunião APG – 16/05

Participantes: Barbara, Clara, Déco, Kate, Lucas, Luciene, Maria e Marisa

PAUTAS:

1) Repasse da Maria sobre a APG

2) Planejamento da gestão da APG 2017-2018

3) Encaminhamentos imediatos

1) Repasse da Maria sobre a APG

Repasse organizado em 4 esferas de atuação: institucional, municipal, estadual e nacional.

Maria nos falou sobre as lutas que a APG se dedicou nas últimas gestões e que na opinião dela várias dessas lutas merecem ter continuidade.

INTITUCIONAL

1) Alimentação

  • Há 4 restaurantes principais no campus central da Fiocruz: na ENSP, em Biomanguinhos, na Asfoc e no prédio da Expansão. Além disso, há um restaurante mais caseiro no IOC, o restaurante que fica na quadra da Asfoc e o restaurante da estação do trenzinho.
  • A APG já teve atuação sobre três restaurantes na negociação de descontos para estudantes de pós-graduação: o conquistou um desconto no restaurante da Asfoc onde as refeições saem à R$ 11,50 para estudantes, mas diante da pouca procura dos estudantes pode-se perder esse desconto.
  • A diretoria da APG chegou a fazer reunião com Hermano (diretor reeleito da ENSP) solicitando desconto para todos os estudantes de pós-graduação da Fiocruz, mas o desconto atualmente somente alunos da ENSP tem desconto no restaurante ENSP.

Observação: possivelmente a explicação pra isso é que quem coordena o restaurante da ENSP é a própria ENSP e o desconto para estudantes seja subsidiado com recursos da própria unidade. Tem de se confirmar essa informação. No restaurante de Biomanguinhos a APG já conseguiu um desconto, mas não há mais hoje.

  • Os restaurantes tiveram reajuste novamente recentemente.
  • Para fazer essa negociação dos descontos nos restaurantes tem sido questionado a necessidade de demanda (quantos sempre comem no restaurante “a” e quantos passariam a comer no restaurantes “a” com o desconto) – portanto um levantamento dessa demanda pode gerar informações importantes para essas negociações. Caberia à APG fazer essa demanda (questão para inserir no questionário)? Ou cabe à APG cobrar que a própria instituição faça essa demanda e garanta os descontos?

Observação: Bruna (nutricionista, mestranda na ENSP) participa da comissão de restaurantes da Fiocruz – Comissão essa formada por um conjunto de nutricionistas da instituição e das empresas responsáveis pela alimentação nos restaurantes principais. Bruna deve ser chamada a contribuir junto da diretoria da APG no tema da alimentação, pois a contribuição dela está para além do debate de descontos, mas sim da qualidade dos alimentos oferecidos.

  • Numa outra reunião nossa, com a participação de Julia, foi relatado que os residentes do IFF almoçam no bandejão do hospital (no IFF) sem custo (o que é muito comum em bandejões de hospitais). Júlia, você pode nos confirmar se os outros estudantes de pós-graduação (não residentes) também tem acesso à estas refeições sem custo?

2) Moradia

  • Há dois espaços na Fiocruz que a APG já atuou para que seja organizado a oferta de alojamento para estudantes de pós-graduação: um deles é o alojamento do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (em Curicica, Jacarepaguá), o outro espaço é a “Casa Amarela”, que fica dentro do Campus de Manguinhos.
  • O Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF) é um Centro especializado em tuberculose e criado décadas atrás pelo Ministério da Saúde. Em torno de 5 a 6 anos o CRPHF foi incorporado à Fiocruz, mais especificamente à ENSP. O alojamento do CRPHF foi criado para viabilizar hospedagem de estudantes de cursos da área do Centro, ou seja, cursos de tuberculose e pneumologia, tendo em vista que é um centro de referência e uma de suas tarefas é formar profissionais de todo o país. Portanto, o alojamento foi projetado para ficar boa parte do ano sem uso e garantir que as vagas estariam disponíveis quando chegada a época de seus cursos. Com a incorporação do CRPHF à Fiocruz, através da ENSP, por um lado se abriu possibilidades também de se discutir o acesso ao alojamento por parte de estudantes da Fiocruz como um todo, mas esse processo carece de organização e de recursos.

Informações sobre a estrutura do alojamento:

  •  O alojamento funciona num prédio específico de dois andares, formado por blocos de apartamentos, cada apartamento composto de sala, cozinha, banheiro e dois quartos, cada quarto com duas camas. No total são 4 vagas por apartamento e entre 90 e 100 vagas no total. A lavanderia é coletiva. Nos fins de semana e feriado os estudantes ficam se acesso à internet. Com o passar do tempo a estrutura tem deteriorado. A reposição de materiais do alojamento, assim como reparos, não tem funcionado adequadamente. O que leva a diminuição de vagas disponíveis.
  • Informações sobre a questão de acesso ao alojamento: a coordenação do Helio Fraga quer manter ao menos parte do alojamento direcionado para viabilizar os cursos do Centro – http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/departamento/heliofraga/detalhes-noticias/21083;
  •  atualmente há estudantes da Fiocruz (que não são estudantes do CRPHF) morando no alojamento, mas as vagas são limitadas e não está organizado (ou pelo menos não é transparente) o fluxo de solicitação de acesso ao alojamento;
  • É através do “GT de Acolhimento” (que é vinculado à coordenação geral de pós-graduação e tem por objetivo justamente pensar ações de acolhida dos estudantes de pós-graduação na Fiocruz) que a APG tem participado de debates onde são identificados como, por exemplo, a precarização da infraestrutura do alojamento do CRPHF. Maria disse que percebe um esvaziamento da pauta moradia dentro do GT de Acolhimento, ou seja, não é uma pauta de interesse da presidência em se debruçar e buscar encaminhamentos. Maria também disse que esse GT tem poucas reuniões.
  • Há representante(s) dos estudantes que moram no alojamento do Hélio Fraga, portanto para a pauta do alojamento precisamos inserir esse(s) representante(s).
  •  A Casa Amarela funciona na lógica de um hotel (http://www.sch.fiocruz.br/reserva/) mais em conta, onde as pessoas que ficam hospedadas pagam diária e tem alguns serviços prestados. A diretoria da APG já reivindicou que a instituição tem de ter uma linha especifica para alojamento de estudantes na Casa Amarela, mesmo que pagando, mas sempre teve como resposta que a Casa Amarela “não é para estudantes, mas sim para pesquisadores”. A APG tem argumentado nessas ocasiões que os estudantes da Fiocruz são pesquisadores e que há uma falsa discussão nesse ponto. Foi relatado que já houveram situações em que estudantes ficaram hospedados na Casa Amarela pagando pela estadia. A questão é que a Casa Amarela é entendida como um espaço para hospedes que não terão estadias muito prolongadas, tendo em vista o limite de espaço.
  • Numa outra reunião nossa, com a participação de Julia, foi relatado que os médicos residentes do IFF tem acesso à alojamento (para descansar durante o plantão) e que este alojamento é exclusivo para médicos. Júlia, você pode nos confirmar e trazer mais algum detalhe. Por exemplo, quantos residentes fazem plantão e não tem acesso a qualquer local para descansar? O alojamento disponível para os médicos residentes é somente para os momentos que estão de plantão ou para todo o período da residência (funcionam como moradia)?

3) Transporte

A Fiocruz tem um sistema de “Transporte Coletivo”, que é viabilizado através do programa “Fiocruz Saudável”, através do qual várias linhas de ônibus trazem um conjunto de trabalhadores da instituição até o trabalho. Vejam informações através do perguntas e respostas disponíveis no link – http://www.direh.fiocruz.br/?a=respostas&tag=transporte%20coletivo

APG tem atuado reivindicando a participação dos estudantes no Transporte Coletivo, tendo em vista que:

  •  a única categoria que está de fora do sistema de transporte são os estudantes;
  •  há vagas sobrando nos ônibus;
  •  já foram abertas duas exceções para entrada de estudantes nos ônibus:
  •  estudantes de bolsa Faperj tiveram acesso em 2017 após o início do atraso das bolsas. Essa “brecha” precisa ser aproveitada, pois está claro a partir disso que é possível inserir os estudantes.
  •  os estudantes que moram no alojamento do Helio Fraga podem se inscrever e pegar esse ônibus. O problema é que esse ônibus passa muito cedo (horário muito ruim) e poucos pegam esse ônibus (apenas 2 estudantes).
  •  a reivindicação da APG tem sido dupla: ampliar acesso para todos os estudantes de pós-graduação da Fiocruz e, também, pensar em ampliação dos horários, tendo  ônibus saindo mais tarde (uma linha 18h e outra 19h), pois tem estudantes (e também trabalhadores) que ficam em laboratórios até mais tarde.
  •  algumas unidades da Fiocruz viabilizam seguro para os pós-graduandos: IOC e INCQS (provavelmente pela periculosidade, por atuarem em contato com materiais em laboratórios), além dos residentes nas diferentes unidades. O seguro acaba cobrindo acidentes no deslocamento.
  •  foi criado um aplicativo de carona solidária da Fiocruz –  http://www.carona.fiocruz.br/,mas tiveram alguns problemas de acesso dos estudantes.

4) Bolsas

-São vários os vínculos de bolsas dos estudantes da Fiocruz:

  • VPEIC;
  • Capes;
  • CNPq;
  • Faperj (mais abaixo está o relato dos atrasos e negociação em andamento).
  • Bolsas especificas de Unidades da Fiocruz: em Biomanguinhos as bolsas de mestrado são de R$ 1200,00, ou seja, abaixo do valor de bolsas Capes/CNPq.
  • Bolsa Balcão;
  • Do Ministério da Saúde e/ou Ministério da Educação no caso dos Residentes;

A presidência da Fiocruz não sabe dizer quantos são os bolsistas e com qual tipo de bolsa. Tem um levantamento sendo realizado nesse momento, em função do atraso das bolsas Faperj, que deve contemplar todos os bolsistas da instituição. Temos de solicitar essas informações.

O primeiro canal que é acionado no caso de atraso de bolsas é entre os estudantes e a APG. A APG é procurada nesses momentos. Portanto, dominar os canais de negociação sobre bolsas é estratégico. A APG tenta um canal com a presidência quando atrasa bosas, principalmente quando se trata de bolsas Cnpq e Capes; no caso de outras fontes de financiamento a APG tem de atuar diretamente sobre a instituição responsável pelo financiamento da bolsa.

4) Acesso à Lista L (e-mail insticucional)

A APG solicitou a inclusão dos estudantes na Lista L da Fiocruz. É através da Lista L que todos os trabalhadores recebem informes institucionais de cada uma das unidades, o que envolve a divulgação de Congressos e de atividades que acontecem dentro da instituição (cursos, palestras, etc). O problema é que para acessar a Lista L todos os estudantes precisam ter uma conta de e-mail da instituição (www.redefiocruz.fiocruz.br) e esse parece ser um gargalo para as equipes de informática da Fiocruz (garantir acesso à todos). O aplicativo de Carona Solidária, por exemplo, só pode ser acessado através de uma conta de e-mail da Fiocruz. Portanto, não ter acesso ao e-mail Fiocruz exclui os estudantes de informações e do Carona Solidária.

5) Assédio

Assédio moral e sexual na relação orientador X aluno:

  • A Ouvidoria da Fiocruz recebe denúncias de assedio na relação orientador X aluno;
  • A APG não participa da Ouvidoria da Fiocruz e tem recebido informações de forma extraoficial sobre os casos de assedio;
  • A APG chegou a abrir debate com algumas pessoas, mas não chegou a apresentar formalmente a proposta para a presidência da Fiocruz que se criem mecanismos de punição para orientadores reincidentes;

Assédio sexual por trabalhadores do campus:

  • Oito estudantes procuraram a APG pra falar de situações de assédio sexual dentro do campus, envolvendo trabalhadores terceirizados. Essas denúncias estão no contexto de estudantes do IOC que saem mais tarde, já de noite, e caminham em território escuro e com pouca circulação de pessoas dentro do Campus.

6) Segurança

A APG tem reivindicado melhorias de segurança, em especial relacionada com a Iluminação do campus no caminho para unidades onde estudantes trabalham até tarde da noite, quando o campus está escuro e com pouco movimento: em alguns pontos podar arvores que atrapalham a iluminação existente, em outros inserir mais iluminação.

Alguns pontos de luz foram colocados, mas não resolveu o problema;

MUNICIPAL

Junto à secretaria municipal de transportes da prefeitura do Rio de Janeiro e via articulação com deputados do RJ a APG buscou avançar com a inclusão dos estudantes de pós graduação da Fiocruz no Bilhete Único universitário.

ESTADUAL

Articulação entre APGs do estado do Rio de Janeiro

  • Ao longo de 2016 houveram três reuniões presenciais, a primeira bastante cheia e as seguintes mais esvaziadas, entre pós-graduandos de diferentes PPG de diferentes instituições (UFRJ, UENF, UFF, UERJ, Fiocruz). Dessa articulação restou um grupo de whatsapp onde tem pessoas de diferentes programas que estão organizados em algumas APGs do Rio de Janeiro.

Encaminhamento: Maria vai nos adicionar nos grupos de whatsapp para pegarmos os contatos de pessoas de outras APGs.

FAPERJ

  • Atrasos de bolsas Faperj tem sido um grande desafio em 2017 e tem sido prioridade pra APG Fiocruz/RJ.

No início de 2017 os estudantes que recebem bolsa Faperj ficaram sem receber durante 2 meses; o grupo de bolsistas Faperj pressionou a presidência da Fiocruz; a presidência da Fiocruz iniciou o processo de diálogo junto dos estudantes sem chamar a APG.

Na Fiocruz existem bolsistas Faperj de iniciação científica também, então, não foram apenas pós-graduandos que ficaram sem receber. Nessa negociação com os bolsistas a Presidência da Fiocruz abriu para os bolsistas Faperj poderem utilizar o sistema de Transporte Coletivo, além de ter garantido um recurso para alimentação.

Em função de não ter os dados de quantos são e quem são os bolsistas da Faperj de imediato quando teve esse problema de atrasos de bolsas, a presidência da Fiocruz estaria fazendo nesse momento um levantamento de informações sobre os bolsistas da instituição como um todo.

A APG entrou no circuito, procurando a Faperj para pressionar pelo pagamento. Nesse processo de luta por bolsa Faperj foi criado um grupo do whatsapp onde estão: representantes da Faperj, a APG Fiocruz e estudantes de outras pós-graduações do Rio de Janeiro. É através desse grupo que se tem mantido diálogo mais permanente sobre a situação das bolsas.

Hoje (16/05) caiu a bolsa do mês de março e na semana passada caiu a bolsa de fevereiro. A promessa é de que até julho seja regularizado o pagamento das bolsas.

A luta da APG é contra os cortes, pela manutenção do financiamento da Faperj dada sua importância para o Estado do RJ – numa articulação com deputados estaduais;

Encaminhamentos:

1) Maria incluir no grupo de whatsapp de negociação com a Faperj alguém da diretoria atual (precisamos indicar quem).

2) Maria nos colocar em contato com os bolsistas de pós-graduação da Faperj que estão organizados.

3) Solicitar à presidência acesso ao estudo sobre os bolsistas de pós-graduação da instituição.

FEDERAL

Junto à SBPC:

  • defesa da Faperj, do CNPq/Capes;
  • Wildeu – pessoa que tem feito trabalho de base na SBPC; pessoa com quem a APG tem feito contato;

 Junto à ANPG:

  • Acompanhar a luta pela inclusão da pós-graduação no PNAES (programa nacional na assistência estudantil), para que sejam incluídas instituições não universitárias.
  • Participar da Campanha Nacional por mais direitos para os pós-graduandos.
  • Outras pautas junto da ANPG, que a APG Fiocruz já contribuiu/participou:

– assedio

– luta pelo reajuste anual das bolsas de acordo com a inflação

– representação discentes nas FAPs (Fundos de Apoio à Pesquisa)

– carga horária da Residência (pela regulamentação e diminuição da CH)

– fórum nacional de pós-graduandos em saúde (é um Fórum permanente, temos de nos articular para nos inserir).

Encaminhamentos:

1) Maria nos incluir no grupo de whatsapp de pós-graduandos do Brasil (grupo da ANPG);

2) Maria nos apresentar por e-mail ao Wildeu;

Repasse das informações de Comunicação da APG Fiocruz/RJ

Combinamos na reunião que Maria iria repassar para Kate e Lucas as senhas do e-mail e do facebook da APG Fiocruz/RJ pra Lucas e Kate. Além disso eles tentariam descobrir como assumir a gestão da Fanpage também.

2) Planejamento da gestão da APG 2017-2018

Não tivemos tempo de entrar nesse ponto de pauta. Combinamos que na próxima reunião (quinta-feira, 25/05, de 18:30 – 21:30h) nos dedicaremos à nossa organização interna.

3) Encaminhamentos imediatos:

Tínhamos um conjunto de questões para encaminhar de forma imediata já registradas no registro da reunião anterior. Porém, também por falta de tempo, não resgatamos àqueles pontos.

Luciene apresentou uma questão que precisava de encaminhamento imediato: ela nos relatou que ela participou de um debate que resultou na criação de um Grupo de Trabalho (GT) de Acessibilidade e Inclusão da Fiocruz e ela reivindicou que tivesse participação da APG nesse GT, tendo em vista que uma das discussões nesse GT é a acessibilidade de estudantes na Fiocruz que tenham deficiências. O encaminhamento imediato necessário é que precisamos indicar alguém para representar a APG nesse GT, essa indicação tem de ser por e-mail e Luciene nos disse que gostaria de continuar acompanhando esse trabalho.

Encaminhamentos:

1) Pactuamos que Kate ou Lucas que estarão com a senha do e-mail vão encaminhar o e-mail indicando o nome de Luciene para representar a APG Fiocruz no GT. Para isso Luciene precisa passar as informações.

2) Que na próxima reunião, quando formos tratar de nossa organização interna, é importante conversarmos sobre os espaços que a APG estará representada.

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