Não, é não!

Violência psicológica, perseguição na vida pessoal ou no trabalho, assédio, agressões vindas do parceiro, estupro (inclusive pelo parceiro), feminicídio e outras tantas formas de violência atingem a nós mulheres todos os dias. Mesmo depois de aguentar todo tipo de injúria, somos ainda obrigadas a ouvir “para uma mulher até que você é competente”, “ela tava pedindo”, “ei, foi só uma piada” ou até mesmo a famosa frase “só não te estupro porque você não merece” proferida por um dos candidatos à presidência da República. A violência contra a mulher constitui uma das principais formas de violação aos direitos humanos e se manifesta de diversas formas.

O Brasil é um dos países com maiores índices de violência contra a mulher. Aqui, a cada 4 minutos uma mulher é vítima de agressão e a cada 11 minutos uma mulher é estuprada. Mas, ainda assim, a banalização da violência contra a mulher, bem como a culpabilização da vítima, se mantêm.

No início do mês, uma funcionária da Fiocruz sofreu uma tentativa de estupro dentro do Campus Manguinhos (RJ), um campus que conta com seguranças e registros de entrada de pessoas. Ainda assim, isso não impediu que uma mulher tivesse seu direito de ir e vir cerceado. Trata-se de algo que vai além de problemas de iluminação e segurança – é um problema de todos nós. De conscientização, de feminismo. Não devemos pensar apenas em proteger funcionários e alunos de uma Instituição, mas sim as mulheres pelo mundo.

Nesta semana, o caso de Janaína Quirino, que foi submetida ao procedimento de laqueadura sem seu consentimento, é mais um dos inúmeros exemplos de violência que podemos citar. Ah, vale lembrar que embora todas as mulheres estejam sujeitas a violência, essa violência também tem predileções por classe e cor.

Desse modo, a APG Fiocruz-RJ  vem por meio desta prestar todo apoio e solidariedade às mulheres vítimas de violência no mundo, entendendo o quão difícil e doloroso é estarmos sujeitas a uma sociedade patriarcal e misógena. Ainda, gostaríamos de tornar público o repúdio a todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e qualquer tipo de afirmação ou comentário que tente de alguma forma culpar a vítima ou justificar a violência.

Diante desta situação ficaremos vigilantes com o comprometimento feito em nota pela Fiocruz (Cogepe e Cogic) de melhorar a iluminação e segurança do campus, algo que já havia sido ressaltado pela APG em virtude de acontecimentos anteriores. A APG Fiocruz – RJ também não acredita que apenas iluminação no local do ocorrido seja suficiente e ressalta que existem vias principais que permanecem sem qualquer iluminação, como o trecho que vai da creche até a estação de reciclagem e que estes pontos serão levados a discussões futuras até que o problema esteja solucionado.

Associação de Pós-graduandos da Fiocruz, 12 de junho de 2018.

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